... e o futuro do jornalismo?
Este texto foi escrito, reescrito e teve inúmeras palavras deletadas durante a sua criação e, felizmente, espero que ainda necessite de revisões. A construção da história também recebe este colorido. Os fatos acontecem e repercutem no mundo com a velocidade absurda de alguns segundos através de uma postagem na Internet. Em outros tempos as notícias circulavam em papiros, pergaminhos, folhas de aviso, e ainda não tinham o caráter sensacionalista de hoje, que alguns jornais adotam.
Com o passar do tempo, os donos dos jornais perceberam que notícia também dava lucro, que era uma máquina que movimentaria dinheiro a partir do seu poder de construção e de descontrução de realidades e verdades. Não foi exatamente o uso deste poder que motivou o antológico personagem tão bem construído por Orson Wells em Cidadão Kane e livremente inspirado em William R. Hearst?
Para quem não se recorda, Hearst foi proprietário do Nem York Journal e a partir de fotografias falsas publicadas nas edições do diário, os Estados Unidos entrou em conflito com Cuba pelo domínio do território. Mas, voltemos ao Brasil.
O Crime da Mala, Receitas ou sonetos de Camões publicados no espaço dos textos censurados, a morte de Wladmir Herzog, o Edifício Joelma, o caso PC Farias, o crime da Rua Cuba, a Escola Base, a copa do mundo que estampou na história cinco vitórias do nosso país, além dos escândalos políticos, econômicos e sexuais de senadores e celebridades. No momento atual, uma pergunta movimenta a mídia: quem matou Isabella?
Até agora conhecemos sobre um pouco do passado e do presente da Imprensa no Brasil e no mundo. E quanto ao futuro? Otávio Frias Filho, proprietário de jornal e em quase nada parecido com Hearst, disse que não sabe sobre o futuro. E quem sabe, não é mesmo? Se ele que é proprietário de um jornal não pode responder, imagina os jornalistas que ingressam em um mercado de trabalho? A assessoria de imprensa tem recebido jornalistas aos montes e a redação está mais vazia. Segundo a jornalista Marilena Furlanetto, qualquer um hoje em dia pode ser jornalista, é só postar um texto na Internet. Será que este é o futuro?
De um lado encontramos os jornais exigindo uma qualificação ampliada do profissional para a sua contração e de outro qualquer um que senta diante de um computador pode modificar a realidade postando notícias. Mas, insisto, qual será o futuro?
Se nem Frias pôde responder, não serei eu o atrevido que irei tentar!

Paula
Ter 03 Jun 2008 23:19